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Investimento em tecnologia no varejo: o dilema das empresas, que demanda ações rápidas e conjuntas.

Por ALAIN WINANDY (Direitos reservados)

As empresas varejistas precisam atuar em dois pontos fundamentais: aumentar a produtividade da empresa e aumentar a experiência do cliente em todos os canais.


Aumentar a produtividade: baixar seu ponto de equilíbrio, sustentar sua rentabilidade com vendas mais baixas e aumentar sua competitividade oferecendo preços competitivos e valor para os consumidores. A chave para a obtenção disso, hoje, é pela tecnologia.


Aumentar a experiência do consumidor em todos os canais: ele fica mal-acostumado rapidamente, no bom sentido, e vai procurar empresas que o façam. A chamada omnicanalidade faz parte desse processo e, a chave para a obtenção disso, hoje, novamente, é pela tecnologia.


O dilema de grande parte das empresas: em um cenário econômico em que, muitas delas, já há algum tempo navegam no modo sobrevivência, cenário agora agravado com outros fatores, como, a inflação, destacando a de produtos básicos que diminuem ainda mais seu poder de compra de outros bens e serviços, da queda de renda familiar, do desemprego, das restrições ao crédito (e parcelamento), reduzindo as vendas, receitas e afetando seu fluxo de caixa, como pensar em investir em tecnologia nesse momento? Com que verba?


Se considerarmos que a maioria das empresas varejistas são pequenas e médias, com menos acesso a recursos de custos mais baixos, temos realmente um problema que pode, em pouco tempo, aumentar a concentração no varejo ainda mais, com empresas maiores investindo nas duas frentes, aumentando o “gap”, a diferença competitiva e base de clientes entre elas.

Independentemente das características de cada empresa e de suas definições e ações, é um problema que atinge a todas elas, mas, em particular, as pequenas e médias.


Por esse prisma, soluções paliativas podem fornecer um alívio momentâneo, mas, o cerne do problema poderia ser atacado para uma solução mais duradoura.


Um dos caminhos poderiam ser financiamentos públicos e particulares, até de organizações a associações setoriais, a taxas e prazos mais amigáveis, para investimentos em tecnologia em empresas varejistas, principalmente de pequeno e médio porte.


A solução é mais definitiva, com ganhos para as empresas rapidamente convertidas para a sociedade: aumentar a competitividade significa oferecer mais valor e melhores preços para os consumidores, dar condições de sobrevivência e crescimento a essas empresas, reflete em mais emprego, renda e consumo, lembrando que o setor de varejo é um dos maiores empregadores do país e, junto, trazendo e movimentando toda a sua cadeia produtiva.


Por enquanto, movimentações nesse sentido parecem tímidas. Deveriam ser mais prementes.


ALAIN WINANDY


Fonte foto: PIXABAY


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