GS1 US pretende fazer transição do código de barras tradicional para 2D até 2027 (nos EUA)

ALAIN WINANDY - CIÊNCIA DO VAREJO - TREINAMENTOS DE GESTÃO & MENTORIA. Direitos reservados.

Fonte Foto: GS1 US

A organização de padrões para cadeia de suprimentos GS1 US lançou um Kit de Teste de Capacidades de Código de Barras para ajudar os varejistas a avaliar sua prontidão para mudar de Códigos de barras lineares para códigos de barras 2D ricos em dados nas embalagens de produtos até 2027. Já há um teste piloto sendo conduzido pela GS1 US com fornecedores e varejistas americanos.

A GS1 US afirmou que o Kit de Teste de Código de Barras avalia a capacidade de um varejista digitalizar e processar códigos de barras 2D no ponto de venda (POS no PDV), bem como apoiar as funções de estoque e recebimento em armazéns e centros de distribuição.

Embora o código de barras atual (linear) tenha fornecido funcionalidade de identificação e preços por décadas (no Brasil, desde meados da década de 80), o padrão não está à altura da tarefa neste novo contexto, na era digital, com a crescente demanda por mais transparência, rastreabilidade e autenticação das informações do produto, de acordo com a GS1 US.

Os códigos de barras bidimensionais (2D) podem transportar muito mais informações, fornecendo uma maneira única e padronizada de atender às necessidades da cadeia de suprimentos e às crescentes demandas dos consumidores, podendo, por exemplo, melhorar a gestão de estoque, aumentar a prontidão de recall, promover a sustentabilidade e o fornecimento ético, reforçar a autenticação de produtos e promover a confiança na marca.

O padrão GS1 Digital Link dará às marcas a capacidade de habilitar códigos de barras na web, conectando produtos físicos à web enquanto fornece aos consumidores conteúdo on-line instantaneamente atualizado e autorizado pela marca por meio de uma única digitalização de smartphone.

Com a migração planejada para códigos de barras 2D nos próximos cinco anos, os códigos de barras lineares serão gradualmente eliminados (como observação inicial minha, deveria depender da anuência de fabricantes/fornecedores e varejistas).

A GS1 US acrescentou que continuará trabalhando com varejo e outros setores para produzir uma solução global (sinal que pode demorar um pouco mais para chegar por aqui).

“Os códigos de barras 2D nos produtos serão uma nova e importante porta de entrada para experiências digitais”, afirmou Kelly Schlafman, diretora de embalagens inteligentes da gigante de produtos de consumo Procter & Gamble. “Vivemos na era do consumidor informado. A explosão do acesso digital ao conteúdo é um elemento chave para se manter competitivo.”

A ABRAS (Associação brasileira de supermercados) poderia novamente capitanear em conjunto essas mudanças para a realidade do dia a dia dos consumidores, se, isso fizer sentido para os membros do setor, e, se a GS1 Brasil e empresas já se movimentarem para isso por aqui também, afinal, foi-se o tempo em que o Brasil ficava em segundo plano na implantação de novas tecnologias e, as demandas de nossos consumidores e nossa logística e distribuição estão no mesmo nível mundial, mesmo em outro contexto econômico e político.

Hoje em dia, caminhamos para não mais uma distinção varejo indústria, já que indústrias agora vendem também, cada vez mais, diretamente ao consumidor final e o varejo fabrica seus produtos. Portanto, o problema (e a solução) é comum a todos. Além do mais, o QR code já avançou rapidamente em outros setores do varejo, como vestuário e restaurantes, por exemplo, indicador que a novidade da GS1 (que talvez já esteja chegando um pouco tarde, que tenha perdido o timing) possa ser absorvida rapidamente pelo varejo como um todo.

Mas, com tantas opções e soluções tecnológicas sendo implantadas com velocidade cada vez maior, temos de observar para verificar a oferta der valor da solução e se este pode ter potencial ser um caminho tão significativo e revolucionário quanto foi o nosso velho código de barras, se isso faz sentido para esse novo varejo, seja como protagonista ou simples acessório ou dado complemetar.

Afinal, com a concorrência aumentando, com as empresas cada vez mais se diferenciando com soluções particulares que podem significar diferencial competitivo, uma padronização, dependendo de como for, vai contra a estas tendências.

Assista o vídeo com histórico e transição (proposta) do código de barras:

ALAIN WINANDY - CIÊNCIA DO VAREJO - TREINAMENTOS DE GESTÃO & MENTORIA.

Fonte reportagem: tradução livre de reportagem de supermart news, de fev 2022, com comentários do autor. Direitos reservados.

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