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Fevereiro sem supermercado já tem 20.000 adeptos

19/02/2018

 

O desafio parece ter surgido de ações individuais na Suíça e agora invade também a França. De 1.000 consumidores que aderiram em fevereiro de 2.017, o numero pulou para 20.000 no mesmo mês em 2.018 nos dois países. O desafio é ficar um mês sem colocar o pé em um supermercado, comprando apenas de pequenos comerciantes e feiras (Fevereiro foi o mês escolhido, por ter menos dias).

 

Os motivos para aderir são diversos, mas se destacam:

 

  • Estabelecer um novo modo de consumo: se levarmos em conta que 85% da venda em supermercados é por impulso, não ir em supermercado pode levar o consumidor a consumir mais moderadamente ou conscientemente.

  • Descobrir novos produtos, artesanais ou locais, que não estão em linha na grande distribuição.

  • Fortalecer produtores locais.

  • Fortalecer os pequenos negócios locais.

  • Diminuir a pressão financeira dos grandes distribuidores sobre os produtores.

  • Diminuir os desperdícios alimentares.

 

Apesar disso, os organizadores dos diversos grupos desta ação fazem questão de frisar que o objetivo não é o boicote aos supermercados, mas sim encorajar e reforçar pequenos produtores locais e comércios independentes.

 

Quando questionados se isto não vai repercutir nas vendas e em consequência na quantidade de empregos de supermercados, a resposta é que o numero não é significativo para isso e, mesmo se fosse, a politica deles é de autosserviço, então, reforçando o comércio local o resultado poderia ser de maior oferta de empregos.

 

Pode não ser significativo agora, mas o salto de 1 para 20 mil aderentes em um ano pode fazer com que brevemente seja.

Na Europa este tipo de consciência e ação tem maior possibilidade de ocorrer do que aqui, o que pode ser observado pelo numero de iniciativas de criação de supermercados geridos por produtores ou cooperativas geridas por fornecedores, mas, faz sentido quando analisamos o perfil das novas gerações.

 

Por isso, tanto lá quanto aqui, a Responsabilidade Social Corporativa, que prega que além do foco em lucro as empresas devem ter também foco nas áreas sociais e ambientais, toma maior importância de ser praticada pelas empresas, neste caso, do setor supermercadista.

 

Ajudar a desenvolver fornecedores locais (produtores e fabricantes), ações objetivas direcionadas para a sociedade (ações locais e/ou gerais), desenvolver o polo de seu entorno ou cidade, ações para redução dos desperdícios alimentares, para o meio ambiente, são alguns fatores não só para redução de risco de motivos para justificar tal posicionamento de consumidores, mas para forjar e direcionar a admiração e fidelidade para com sua marca, sua empresa.

Alain Winandy - Direitos reservados - www.cienciadovarejo.com.br

 

 

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